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Friday, October 21, 2011

Pneus devem subir 5,5% em dezembro



Redação:AB
www.automotivebusiness.com.br
Associação Brasileira dos Importadores e Distribuidores de Produtos Automotivos (Abidipa) estima que os pneus tenham reajuste médio de 5,5% no Brasil ainda este ano. O motivo do aumento está no reajuste do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre o produto, seja ele nacional ou importado. Por determinação do governo, o ICMS de pneus de carga e de passeio subirá em dezembro. “Quando todos pedem a redução de impostos, o Confaz pega a contramão da história, afirma o presidente da Abidipa, Rinaldo Siqueira Campos, referindo-se ao Conselho Nacional de Política Fazendária, vinculado ao Ministério da Fazenda.

O governo exige que fabricantes e importadores retenham o ICMS dos lojistas no momento da venda dos pneus. O imposto é calculado sobre uma “margem fictícia” estabelecida pelo próprio governo. Segundo a Abidipa, durante os últimos 26 anos essa margem foi de 42% para pneus de carros de passeio.

Agora, o recolhimento será sobre 52%. “Já era um absurdo imaginar que um lojista comprava um pneu por R$ 100 e o vendia R$ 142. Agora, o porcentual retido é ainda mais esdrúxulo”, diz Campos. Os pneus de carga terão o porcentual de retenção alterado de 32% para quase 40%.A alteração do convênio de ICMS 85/93 dispõe sobre substituição tributária nas operações com pneumáticos, câmaras de ar e protetores. Foi publicada no Diário Oficial da União no dia 5 deste mês. Em sua queixa, a Abidipa relata que os lojistas ficam sem alternativa, pois têm o ICMS recolhido antes da venda do pneu.

Thursday, October 20, 2011

Chinesa Shacman anuncia fábrica no Brasil

Redação AB
www.automotivebusiness.com.br

A fabricante chinesa de caminhões Shacman oficializa na próxima terça-feira, 25, sua intenção de instalar fábrica no Brasil, em local ainda a ser revelado. Em junho passado, o representante brasileiro da marca, a Metroshacman, com sede em Tatuí (SP), anunciou que começaria a importar da China, a partir de julho, as primeiras 100 unidades dos modelos pesados TT 420 4x2 e TT 385 6x4, este na foto ao lado (leia aqui).

O anúncio da fábrica será feito em São Paulo, no Anhembi, durante a 18ª Fenatran, por representantes da importadora Metroshacman e da fabricante chinesa Shaanxi Heavy Duty Automobile, que atualmente tem capacidade na China para montar 70 mil unidades/ano e exporta seus caminhões para 50 países.

Assim como vêm fazendo outras fabricantes nas últimas duas semanas, a Shacman provavelmente tentará ser incluída no regime diferenciado, ainda em gestação no governo, para novos produtores com intenção de instalar fábricas no Brasil, para dessa forma escapar da alta de 30 pontos porcentuais imposta em setembro passado para o IPI pago por veículos importados de fora do Mercosul e México.

Thursday, October 13, 2011

Etanol tem alta em 16 Estados e DF



Agência Estado
Via: www.automotivebusiness.com.br

Os preços do etanol hidratado praticados nos postos brasileiros recuaram em oito Estados e subiram em 16 e no Distrito Federal, de acordo com dados coletados pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) na semana terminada em 7 de outubro de 2011.

No Espírito Santo e no Paraná, os preços permaneceram estáveis. Por problemas técnicos, a ANP está atrasando a divulgação dos dados. No período de um mês, os preços do etanol recuaram em seis Estados e registram alta em outros 20 e no Distrito Federal.

Em São Paulo, maior Estado consumidor, as cotações subiram 0,16%. No período de um mês, os preços médios do etanol registram queda de 0,69% nos postos paulistas. A maior alta semanal foi verificada no Distrito Federal, de 4,4%. A maior queda semanal foi encontrada na Bahia, de 0,72%.

O preço médio em São Paulo ficou em R$ 1,87 por litro, ante R$ 1,867 na semana anterior. No Paraná, o valor médio ficou em R$ 1,995 (estável). No período de um mês, a maior queda foi verificada na Bahia, onde a cotação média recuou 1,53%. No mês, a maior alta foi no Distrito Federal, de 4,62%.

Na média de preços do Brasil, a gasolina permanece mais competitiva que o etanol, de acordo com a ANP. Em relação à média do preço da gasolina no País, que foi de R$ 2,755 por litro, o preço do etanol é competitivo até R$ 1,9285 por litro. Como o preço médio do etanol no Brasil está em R$ 2,009, os valores da gasolina estão 4% abaixo do ponto de equilíbrio.

No Brasil, o preço mínimo registrado para o etanol foi de R$ 1,499 por litro, no Estado de São Paulo. O valor máximo foi de R$ 2,99 por litro, encontrado no Maranhão. Na média de preços, o menor valor médio foi R$ 1,87 por litro, registrado em São Paulo, e o maior preço médio esteve Acre, a R$ 2,534 por litro.



Unica: moagem da cana recuou 7,4%

Daniel Mello e Vinicius Konchinski, Agência Brasil 
Via: www.automotivebusiness.com.br


Foram moídas, até 1º de outubro, 411,99 milhões de toneladas de cana-de-açúcar nas usinas do Centro-Sul do País. Segundo o balanço divulgado na terça-feira, 11, pela União da Indústria da Cana-de-Açúcar (Unica), a quantidade é 7,39% menor do que no mesmo período da safra passada. 

Na segunda quinzena de setembro foram processadas 36,67 milhões de toneladas da matéria-prima, 34,69% a mais do que na mesma quinzena da safra passada. 

Do total da safra moída até o início de outubro, 51,51% destinaram-se à produção de etanol e os 48,49% à produção de açúcar. Com isso, desde o começo da safra, foram produzidas 25,98 milhões de toneladas de açúcar, uma redução de 4,19% na comparação com 2010. 

Já a produção de etanol caiu mais: 16,37%. Até outubro, foram produzidos 16,9 bilhões de litros do produto, seja ele anidro (usado como mistura da gasolina) ou hidratado (usado como combustível). Na safra passada, até este período, haviam sido produzidos 20,3 bilhões de litros. 

Em comunicado da Unica, o diretor técnico da entidade, Antonio de Padua Rodrigues, informou que “o cenário da safra está dentro do esperado”. Segundo ele, também “é natural que haja uma desaceleração no ritmo de moagem nas próximas quinzenas”. 

De acordo com a Unica, cerca de 20 usinas do Centro-Sul já encerram sua colheita. A maior parte delas fica em regiões tradicionais de São Paulo, onde houve uma quebra de safra significativa. 

Pesquisa: só 10% pretendem comprar carro zero




Pedro Kutney, AB
www.automotibebusiness.com.br

Existe queda expressiva na intenção de compra de carros zero-quilômetro até o fim deste ano. É o que revela pesquisa anual da agência de varejo automotivo MSantos, realizada com 1 mil pessoas na cidade de São Paulo em setembro passado. O levantamento mostra que apenas 10,3% dos consumidores ouvidos pretendem comprar um veículo novo ainda em 2011, contra 13,3% um ano antes. A pesquisa revelou também que quase 80% dos entrevistados (79,2%) não têm intenção de levar um zero-quilômetro para a garagem de casa nos próximos meses. Em agosto de 2010, quando foi realizado o levantamento anterior, esse porcentual era de 65,3%. E este ano as pessoas parecem ter mais certeza disso, já que o número de indecisos caiu pela metade, de 21,4% no ano passado para 10,5% agora.

Dos 10,3% que declararam ter intenção de comprar um veículo zero até o fim deste ano, 8,2% já têm pelo menos um carro e só 2,1% não têm nenhum. Em 2010 essa proporção era de 9,7% e 3,6%, mostrando que o recuo foi maior (1,5 ponto porcentual) entre aqueles que ainda não são donos de automóveis.


A pesquisa também mostra que, dentro do mesmo tamanho de amostragem, no intervalo de um ano aumentou bastante o número de entrevistados que tem carro: 58%, contra 39% em agosto de 2010. Assim, os que ainda não tinham um automóvel (42%) agora são minoria, reduziram sua participação no levantamento em quase 20 ponto porcentuais de um ano para outro, indicando que a queda na intenção de compra pode estar relacionada ao fato de a maioria das pessoas ouvidas já ter adquirido um veículo há menos de um ano.

Dos mil entrevistados, a grande maioria, 51%, tem renda mensal de até R$ 2 mil – justamente a faixa da população que vem encontrando maior dificuldade em aprovar crédito para a compra de um carro. Dos 49% restantes, 37% declararam ganhar de R$ 2 mil a R$ 4 mil e 12% acima de R$ 4 mil.

Os entrevistados entre 20 e 30 anos formaram a maioria da amostra, com 42%, seguidos por pessoas de 30 a 40 anos, 37%, e 21% tinham acima de 40 anos. 

Tuesday, October 11, 2011

Land Rover abre templo off road








www.automotivebusiness.com.br
Mário Curcio, AB




No dia 20 deste mês a Land Rover do Brasil vai inaugurar em Monte Mor, a cerca de 130 quilômetros da cidade de São Paulo, uma estrutura off road que se poderia chamar de “chique no último”, quer dizer, muito sofisticada. Instalado dentro do Haras Larissa, o Land Rover Experience Centre tem dois trajetos fora de estrada em que os proprietários de veículos da marca e interessados poderão aprender a dirigir em situações difíceis ou explorar melhor os recursos que seu 4x4 oferece. O local funcionará de quinta-feira a domingo. Os carros disponíveis para teste serão oito, todos Land Rover e cedidos pela empresa (nada de usar o próprio carro, ainda que seja da marca britânica). Num primeiro momento haverá dois cursos, um de meio período e R$ 800 e outro de período integral e R$ 1.200.

“O local será uma casa permanente para clientes e concessionários. Foi escolhido pela facilidade de acesso, como a proximidade dos aeroportos de Viracopos, Cumbica e das principais rodovias. Traremos grupos de toda a América Latina”, afirma o diretor-presidente da Jaguar Land Rover para América Latina e Caribe, Flávio Padovan. Padovan não revela o investimento feito e também não tem estimativa do potencial de vendas do Experience Centre: “Nesse primeiro momento vamos aprender com os concessionários, fidelizar clientes atuais e atrair novos compradores”, ressalta Padovan. A marca vem paparicando seus compradores este ano de maneira sistemática. Teria gasto cerca de R$ 1,5 milhão num evento no autódromo de Interlagos e aproximadamente R$ 1 milhão em pré-apresentações do Range Rover Evoque no Rio de Janeiro e São Paulo.

Na Europa, o Land Rover Experience Centre funciona como uma franquia. São 30 ao todo. Esta unidade brasileira é a única da América Latina e foi trazida e adaptada pelo empresário Augusto Carvalho, que explica a implantação do projeto.

Ele informa que mais adiante serão disponíveis pacotes de nível avançado, noturnos e também técnicas de direção evasiva em veículos blindados. “Ainda estudamos a composição de outros cursos. O evento terá sempre grupos pequenos, entre 20 e no máximo 50 pessoas”, afirma. Dentro do haras Larissa também funciona um Small Luxury Hotel, tipo de hospedagem bastante reservado. A ovinocultura é outro destaque do local.

Preços da Kia subirão devagar, afirma Gandini

José Luiz Gandini, Presidente da Kia Motors do Brasil


Pedro Kutney, AB 
www.automotivebusiness.com.br

O presidente da Kia Motors do Brasil e da associação de importadores de veículos sem fábrica no País, a Abeiva, José Luiz Gandini, voltou nesta segunda-feira, 10, à sua cruzada verbal contra as medidas do governo, baixadas por decreto há quase um mês, para sobretaxar veículos importados com alta de 30 pontos porcentuais no IPI aplicado a modelos vindos de fora do Mercosul e México. “A xenofobia cobre os olhos dos nossos governantes e abre caminho às benesses para um pequeno grupo de empresas, ditas brasileiras (as montadoras instaladas no País), quando na verdade estão remunerando o capital estrangeiro”, acusou, em seu discurso na cerimônia da Associação dos Dirigentes de Vendas do Brasil (ADVB), em que recebeu pela segunda vez o prêmio “Personalidade de Vendas” – fato inédito nos 60 anos de história da premiação.

Gandini citou o desempenho da Kia no Brasil como justificativa para ser o único a ter recebido o prêmio da ADVB duas vezes (2009 e 2011): as vendas cresceram 125% em 2010 e em setembro passado a marca coreana foi a sétima mais vendida no País – “e só não terminou o mês em sexto por falta de produto”, segundo o executivo. Em seguida, concluiu: “Com o fato de a Kia Motors estar vivendo esse momento único, acabamos incomodando a indústria local. E digo local, não nacional, porque não tem nenhuma brasileira neste setor e todas são iguais a nós importadores, pois entraram no País como importadoras.”

Para Gandini, o novo IPI tira a possibilidade de os veículos importados competirem com os nacionais e, ao mesmo tempo, “acaba com a nossa principal função de balizar os preços praticados no Brasil”. No entanto, o executivo acredita que nenhum importador vá repassar integralmente a alta da taxação aos preços finais. No caso da Kia, ele revelou que a estratégia será “aumentar gradualmente os preços até o fim do ano”. Gandini também aposta que os valores dos modelos nacionais não ficarão tão distantes: “Sem competição as montadoras vão subir suas tabelas, é isso o que vai acontecer.”

Produção no Uruguai e no Brasil

Gandini disse que foi “acertada” a isenção da alta do IPI para carros montados no Uruguai, que têm baixo índice de utilização de conteúdo local. “São poucos carros e o imposto acabaria inviabilizando as empresas lá”, disse. Ele avalia que o aumento da produção no país vizinho, para escapar da sobretaxação, “pode ser uma solução”, contudo vê pouco espaço para isso: “Nós produzimos o Bongo no Uruguai, mas é difícil aumentar muito a operação lá.”

E sobre tirar da gaveta os planos de construir uma fábrica da Kia em Salto (SP), onde há anos foi comprado um terreno para isso, Gandini disse que ainda não há planos concretos. “É um objetivo nosso produzir no Brasil, mas não tenho nada planejado por enquanto.”

Recado aos sindicatos

O presidente da Kia e da Abeiva também mandou um recado aos trabalhadores: “Em médio prazo eles também serão afetados, porque a alta de imposto não aumenta a competitividade internacional de ninguém, nem atrai projetos de modelos modernos para o País, como acontecia nos anos 80. Assim a exportação de veículos tende a diminuir ainda mais, o que por consequência pode reduzir os postos de trabalho”, defendeu, informando inclusive que vai procurar conversar com representantes de sindicatos, para tentar mudar o pensamento geral de que existiria no Brasil uma invasão de importados que fecharia postos de trabalho.

Thursday, October 6, 2011

Renault põe novos R$ 500 milhões do PR



Mário Curcio, AB 
www.automotivebusiness.com.br

O presidente mundial da aliança Renault-Nissan, o brasileiro Carlos Ghosn, anunciou nesta quarta-feira, 5, o investimento de R$ 500 milhões para ampliação das instalações da fábrica de São José dos Pinhais, no Paraná. A informação foi dada em entrevista coletiva concedida na sede provisória do governo do Estado do Paraná.O dinheiro será aplicado na unidade de produção de carros de passeio, que passará de 224 mil para 324 mil veículos por ano. Atualmente, são feitos ali Logan, Sandero e o novato Duster. A produção da planta ocorre em três turnos desde maio deste ano e estaria restrita a 40 carros por hora. Passará a 60 unidades/hora com a ampliação, compra de equipamentos e a consequente contratação de 2 mil funcionários (mil até o fim do ano e outros mil até 2015).

Com isso, Ghosn reafirmou a intenção de elevar a participação da Renault dos atuais 5,2% para 8% até 2016. O executivo estava ao lado do atual governador do Paraná, Beto Richa, e disse que estudava com pelo menos outros quatro Estados esse novo aporte financeiro. “Decidimos pelo Paraná pela estrutura oferecida como o porto de Paranaguá, as rodovias e a proximidade com mercados como a Argentina, o Paraguai e o Uruguai”, afirma.

Para ganhar participação não bastará volume: “Teremos 13 novos produtos até 2016”, disse, sem revelar detalhes sobre os modelos que chegarão. Assim como na manhã anterior, durante o lançamento do utilitário esportivo Duster, o presidente mundial da companhia voltou a frisar que não acredita em crescimento sólido no Brasil se os produtos feitos aqui não tiverem grande conteúdo local.

Ele citou Índia e China, cujos índices de nacionalização estão em torno de 90%. O executivo disse querer resolver problemas no Brasil que comprometem o aumento desse conteúdo e cita o aço como exemplo: “Exportamos minério de ferro e importamos o aço da Coreia do Sul porque o nosso é um dos mais caros do mundo. Alguma coisa está errada”, disse.

Tanto o governador Beto Richa como Carlos Ghosn culparam o governo anterior (representado por Roberto Requião) de não ter firmado entendimentos anteriores. “Estive várias vezes no Brasil nos últimos oito anos no Brasil e nunca me reuni com o ex-governador”, disse Ghosn.

Beto Richa comemora o investimento da Renault: “Há dados que mostram que cada emprego direto implica a geração de seis indiretos.”

De Curitiba, Ghosn irá ao Rio de Janeiro, onde, na quinta-feira, revelará detalhes da nova fábrica que a Nissan terá no polo fluminense. O convênio com o governo do Estado do Rio de Janeiro será assinado no Palácio das Laranjeiras às 9h30.

Automotive Business também acompanhará esta nova viagem de Ghosn. Na reportagem sobre o lançamento do Renault Duster de nosso portal você confere também os depoimentos de Ghosn sobre IPI e sua opinião sobre a necessidade das indústrias de investir aqui.

 

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