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Thursday, September 2, 2010

Fielder x 307 SW x Mégane Grand Tour: Primeiro lugar

Renault Mégane Grand Tour

A Mégane venceu dois adversários de peso: Fielder e 307 SW


A Mégane se apresenta com boas credenciais para o segmento das peruas. A primeira delas é a relação custo/benefício. Ela custa 70 460 reais e traz de série - a mais que a Fielder - câmbio seqüencial, computador de bordo, piloto automático e comandos do rádio na coluna de direção. Por isso mesmo, neste comparativo, a briga da Mégane foi com a Peugeot. Com características, equipamentos e desempenho tão próximos, a Grand Tour venceu por ser mais barata, uma diferença de 9 400 reais em relação à 307. Dos números para os ângulos. De um lado, a Mégane traz linhas renovadas e tão acertadas quanto as do sedã - ela foi concebida no início do projeto, junto com toda a família. De outro, a 307 SW chega com um estilo mais ousado, recém-adotado na linha. No interior, as tonalidades mais escuras, o teto de vidro com cortina removível e os detalhes cromados colocam a 307 acima da rival. Ainda assim, não custa lembrar que as duas peruas oferecem bom espaço tanto internamente quanto no porta-malas, que supera os 500 litros.
A Renault conseguiu melhorar o acerto de suspensão da perua em relação ao modelo turco, avaliado por nós em primeira mão na edição de julho passado. Na época, a carroceria se inclinava demais nas curvas. Hoje o conjunto está mais firme, mas sem ter perdido a eficiência na absorção de impactos, característica que já se evidenciava na versão importada - uma receita que deixou a Grand Tour na frente da 307 SW no quesito suspensão.
Sabemos que não são maioria os que compram uma perua tendo o desempenho como fator decisivo. E nesse quesito a Mégane ficou um pouco atrás das rivais. Precisou de 12,4 segundos para chegar aos 100 km/h - 0,4 segundo mais lenta. Em compensação, parou na frente: foi ela quem obteve as melhores médias de frenagem.


MÉGANE GRAND TOUR - R$ 70 460

SUSPENSÃOA engenharia conseguiu melhorar as respostas da suspensão - em relação ao modelo turco testado por nós - no quesito estabilidade. Ficou bom.
Avaliação: XXXX

AO VOLANTE
Na direção, ao alcance dos dedos estão os comandos do rádio e do piloto automático.
Avaliação: XXXX

CARROCERIA
Visual acertado, bom espaço interno e portamalas generoso são as armas da Grand Tour para a briga no segmento.
Avaliação: XXXX
 
MOTOR E CÂMBIO
Foi ligeiramente inferior às rivais na pista. Mas o câmbio seqüencial traz agilidade à perua no dia-a-dia.
Avaliação: XXXXX

MERCADO
É novidade. Chega com garantia de dois anos (o terceiro é opcional, por mais 990 reais) e boa lista de itens de série.
Avaliação: XXXXX

Total: 22 pontos

Fielder x 307 SW x Mégane Grand Tour: Segundo lugar

Toyota Corolla Fielder

A atual líder do segmento tem o melhor conjunto mecânico, mas enfrenta rivais mais modernas.


Ela é a atual líder do mercado. Vende uma média de 800 unidades mensais - quatro vezes mais que a 307 SW. E você deve estar se perguntando: o que ela faz aqui, em segundo lugar? O comprador da Fielder vai levar - se desembolsar 70 604 reais - um carro bem acertado em termos de chassi. Melhor que a Mégane nesse aspecto, a Fielder é uma caminhoneta na mão, complacente com os buracos.
Ainda que não falte espaço no interior, a Fielder tem o menor entre-eixos entre as rivais e seu porta-malas é mais modesto, com apenas 411 litros. Ao pagar o mesmo preço de uma Mégane Grand Tour, se fizer a comparação com as competidoras o motorista vai sentir na Toyota a com estes equipamentos como: Computador de bordo, câmbio automático sequencial e comandos do rádio na coluna de direção (opcional nas rivais) e dos bancos traseiros removíveis e do ar-condicionado digital (opcional na Peugeot).
Embora pareça mais jovial que o irmão Corolla, o visual da Fielder já apresenta alguma defasagem em termos de estilo. Nesse aspecto, a Peugeot confirma sua inferioridade após receber os mesmos elementos visuais da família 407, como a grande entrada de ar na dianteira e os faróis afilados. A Toyota limitou-se a modificar a grade frontal da perua e a padronagem de bancos, nestes seis anos de mercado.
Na pista, a Fielder andou junto com a 307 SW nos testes de aceleração e retomada (foi até melhor no de 40 a 80 km/h, fazendo o percurso em 5,5 segundos). No entanto, quando o assunto é consumo de combustível, ela dá um banho nas rivais. Na cidade faz 11,4 km/l e na estrada 14,1 km/l. Credite os bons números ao motor 1.8 VVT-i, que tem comando variável de válvulas. E pode anotar: a economia não acaba na hora de reabastecer. O comprador da Toyota leva a garantia de três anos de fábrica e a fama de carro inquebrável. Seu segundo lugar neste comparativo está longe de configurar um mau negócio.

COROLLA FIELDER - R$ 70 604

SUSPENSÃO
A Fielder anda bem em qualquer piso e ainda tem um tempero esportivo, ideal para pais mais "apressados".
Avaliação: XXXX

AO VOLANTE
Os comandos estão bem posicionados. Mas o interior é minimalista, nada além do necessário.
Avaliação: XXX

CARROCERIA
As linhas ainda agradam, mas falta porta-malas e os passageiros que vão atrás têm menos espaço do que nas rivais.
Avaliação: XXXX

MOTOR E CÂMBIO
Competente no andar e comedida no apetite, só faltou o câmbio seqüencial à Fielder.
Avaliação: XXXX

MERCADO
É a líder em vendas, tem fama de ser inquebrável e três anos de garantia. Uma nova versão já está nos planos da Toyota, para 2008.
Avaliação: XXXXX 

Total:
20 pontos

Fielder x 307 SW x Mégane Grand Tour: Terceiro lugar

Peugeot 307 SW

A 307 perdeu para o Grand Tour e para a Toyota.

Hoje ainda é mais cara, apesar de a Peugeot ter feito uma redução em seu preço: são 79 850 reais pela perua, cerca de 9 000 reais a mais que as rivais. É uma quantia razoável, mas vale lembrar que o público desses carros pode se permitir alguns luxos. De fábrica, a 307 é a mais equipada. Se o teto de vidro é mais estético que funcional, os airbags laterais e de cabeça e o ar-condicionado digital, com regulagem independente para motorista e passageiro, são argumentos práticos. Some-se a isso a fileira de bancos traseiros, que são individuais e removíveis - Mégane e Fielder têm o banco traseiro bipartido.
Seu seguro, que está na casa dos 4 000 reais, fica no mesmo patamar do da Fielder, assim como as peças de reparação (o carro é importado, mas divide diversos componentes com o 307 argentino).
Como em qualquer carro de família, porta-malas e conforto contam ponto. A 307 SW leva 562 litros, contra 520 da Mégane e apenas 411 da Toyota. Em relação à Renault, a diferença é inexpressiva. Comparada à Fielder, entretanto, isso significa uma mala de más proporções. Os passageiros da 307 usufruem do melhor espaço interno. O entreeixos de 2,7 metros é o campeão do comparativo: são 10 centímetros a mais que a Fielder e 1 a mais que a Mégane. O acabamento também agrada - nesse aspecto, as três se equivalem. Mas a sensação no interior de uma 307 é de um carro mais refinado, resultado de detalhes cromados nos aros dos mostradores, nas maçanetas internas e na base da alavanca de câmbio. Mas ela não é perfeita. Das três, tem acerto de suspensão um pouco mais duro, dando mais firmeza ao conjunto, mas trazendo batidas secas quando o motorista desavisado pega um buraco.

307 SW - R$ 79 850

SUSPENSÃO
O acerto mais firme de molas e amortecedores agrada em asfalto liso. Mas batidas secas em piso irregular doem no coração.
Avaliação: XXX

AO VOLANTE
Direção direta, câmbio seqüencial e comandos bem posicionados. O interior agrada pelos apliques cromados.
Avaliação: XXXX

CARROCERIA A 307 tem linhas cativantes. O teto de vidro traz luz natural ao interior e não afeta a rigidez torcional da carroceria.
Avaliação: XXXX

MOTOR E CÂMBIO
O conjunto se comportou bem na pista de testes e no trânsito. O câmbio seqüencial ganhou atualização no software.
Avaliação: XXXX

MERCADO
É importada e mais cara. Mas o preço das peças de reposição (que são as mesmas do 307 argentino) está na média do das rivais, assim como o seguro.
Avaliação: XXX

Total: 18 pontos

Notas:
X = Péssimo
XX = Ruim
XXX = Bom
XXXX = Muito Bom
XXXXX = Excelente
 

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