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Thursday, August 11, 2011

Comercial: QQ esse carro tem?

A Chery já está divulgando o comercial do QQ, cópia do Daewoo Matiz. O carro aparece custando R$ 23.990, mas daqui a pouco vai entrar na linha 2012, e deverá custar R$ 1 mil a mais. Confira!

Comercial: Chery QQ




Monday, August 8, 2011

Daewoo confirma Matiz ao Brasil

A marca coreana Daewoo confirmou hoje a chegada do hatch que serviu de inspiração para o Chery QQ, o Matiz. Fontes ligadas à marca dizem que o carro custará R$ 21.900, R$ 2 mil mais barato que o QQ. Com esse preço, o coreano seria o carro mais barato do Brasil. Abaixo, uma comparação entre o Matiz e o QQ, que são muito iguais (lembrando que o Matiz inspirou também a geração anterior do Chevrolet Spark).
Daewoo Matiz VS. Chery QQ.

Wednesday, July 27, 2011

Chery QQ fica R$ 2 000 mais caro e tem fila de espera


A fórmula do Chery QQ, de reunir pacote completo de equipamentos a um preço baixo, está causando consequências inesperadas. O modelo está com procura elevada e já existe fila de espera de três meses até a entrega do QQ.

E mais: o Chery QQ deixa de ser o mais barato do Brasil: houve um acréscimo de R$ 1000 ao preço original de R$ 22 990, sem contar que o chinês já entra na linha 2012, e passou a custar mais R$ 1000 mais caro, totalizando R$ 24 990.

Assim, o Fiat Mille volta a ser o carro mais barato do Brasil, embora por R$ 23 490 venha sem ar-condicionado, quatro portas, air-bags ou freios ABS, todos de série no Chery.

Friday, July 22, 2011

Separados no Nascimento: Chery QQ e Corsa Wind


Olhe aí os dois juntos! O Chery QQ é ainda mais parecido com um modelo conceito, o Italdesign Lucciola, que não foi utilizado pela Fiat como o novo 500 e deu origem ao Daewoo Matiz, que foi, digamos, aproveitado para fazer o QQ, lançado em 2003 na China e este ano no Brasil.


De traseira, o QQ ficou com lanternas meia-lua para se distanciar um pouco do Matiz, e a traseira como um todo (tampa do porta-malas, formato do para-choque) remetem bastante ao Chevrolet Corsa Wind de 1994. Confira abaixo:



Sunday, June 12, 2011

BATALHA CHINESA: CHERY FACE X JAC J3 X LIFAN 320


O roteiro é muito parecido, quase uma releitura. Somente os protagonistas vem mudando. O filme começa com carros vindos do Oriente com preço baixo, mas muito bem equipados. No meio da trama, olhares ocidentais, desconfiados, analisam os veículos em busca de defeitos aparentes ou de tecnologia com qualidade questionável. Alguns modelos vão ganhando novos clientes e quebram paradigmas. Outros confirmam as desconfianças e são rotulados como produtos de baixa qualidade. No final, algumas fabricantes do Oriente prevalecem no novo mercado, enquanto outras não conseguem conquistar o seu espaço e desaparecem.

Carros japoneses e coreanos já foram os atores principais de histórias como essa. Cada um, a seu tempo e a sua maneira, superou algumas desconfianças. Hoje, modelos do Japão são referência em vários segmentos, enquanto algumas marcas da Coreia do Sul não só melhoraram a qualidade de seus produtos, mas também já incomodam concorrentes tradicionais em vários mercados, inclusive no Brasil.

Agora, quem tenta seguir essa trilha são as empresas chinesas. Com o maior mercado de automóveis do planeta, a China quer conquistar uma fatia do público nacional. A receita para isso é o já citado carro bem equipado com preço atraente, aliado à promessa de segurança e manutenção barata.

No Brasil as pioneiras Effa, Chery, Lifan, Hafei, Jinbei, JAC Motors e Brilliance já fazem o consumidor questionar: vale a pena comprar um carro chinês? Será que esses veículos estão prontos para o mercado brasileiro? Para elucidar essas dúvidas, reunimos três representantes made in China. Comparamos os hatches mais bem equipados, o Chery Face, o Lifan 320 e o JAC J3. Confira os resultados a seguir.

Equipamentos de série

No quesito equipamentos, 320, Face e J3 seguem a mesma cartilha. Todos trazem de série direção com assitência, ar-condicionado, duplo airbag, freios com ABS e EBD, travas, retrovisores e vidros elétricos, rádio com CD e conexão USB, rodas de liga leve, faróis auxiliares, limpador e desembaçador do vidro traseiro e alarme. Os modelos da JAC e da Chery contam ainda com regulagem de altura do volante, banco traseiro bipartido, sensor de estacionamento e faróis com ajuste de altura do facho. No entanto, a lista dos equipamentos não mostra como esses componentes funcionam.

Primeiro, falemos do Lifan 320, o menos recheado da turma. Os vidros com acionamento elétrico sobem e descem forçando a guarnição das portas, fazendo barulho. O 320 também decepcionou por conta da luz no painel que indica problema no airbag, que acendeu já no segundo dia de testes, permanecendo assim durante toda a nossa avaliação.

O Face, por sua vez, apresentou uma condensação incomum no ar-condicionado. Ao ligar o equipamento, um tipo de fumaça surgiu das saídas de ar. Nada que atrapalhasse, mas nunca havíamos observado esse fenômeno antes.

O JAC também não passou ileso. Seu sistema de travamento remoto integrado à chave — que, coincidentemente, tem o mesmo desenho da usada pela Toyota — funcionou ocasionalmente. Já o sistema de áudio saiu-se bem. A porta USB reconheceu um pendrive e foi possível conectar um MP3 player sem problemas. No entanto, na hora de ligar um iPod, não obtivemos sucesso, por duas vezes. Sem falar que a antena do rádio — embutida no para-brisa — não capta bem o sinal das emissoras, deixando a transmissão com interferência. O Face levou a melhor nota no quesito equipamentos, já que o J3 tem lista parecida, mas preço mais elevado. O 320 é mais barato, mas entrega menos.

Comportamento

Nenhum dos representantes chineses neste comparativo têm aspiração esportiva, apesar do visual do Lifan — “inspirado” no MINI — tentar exibir essa personalidade. Na aceleração de 0 a 100 km/h, o J3 foi o mais rápido, com 13s1.

O motor 1.3 16V do JAC (embora a marca o anuncie como 1.4, a cilindrada é 1.332 cm³) é o mais potente do trio, com 108 cv. O Lifan 320, com seu 1.3 de 88 cv cumpriu a prova de aceleração em 13s9 e o Chery Face em 13s4.

No quesito prazer ao dirigir, o J3 surge como líder. Só que esse triunfo se deveu menos às suas qualidades e mais por demérito dos concorrentes. O JAC parece ter sido mais bem adaptado ao gosto do motorista brasileiro. Sua suspensão — independente na traseira, a única do trio — não sofre com o asfalto nem é macia em exagero. Sua direção leve não é um primor na hora de transmitir sensações, mas não é “anestesiada” como as de 320 e Face.

As trocas de marchas também ajudam o J3, cujo câmbio tem bons engates e o pedal de embreagem é leve. O Lifan também não faz feio com a sua caixa, mas o pedal do freio transmite algumas vibrações para o motorista. O Face é o que menos agradou. Com a suspensão mais macia, o Chery parece desconectar-se do asfalto, e a sensação ao volante não transmite segurança. Sua direção é leve demais e o câmbio tem engates imprecisos, além da alavanca ter curso muito longo. O freio também apresenta trepidações em algumas situações.

Conclusão: no comportamento, o melhor chinês é o J3, que possui um acerto mais aprimorado. Não foi à toa, pois a JAC investiu em adaptações para o gosto dos brasileiros. Mas não se engane, o J3 não tem um comportamento melhor do que um VW Gol, mas também não passa vergonha. Se a Lifan e a Chery estiverem atentas, talvez os seus próximos modelos sejam mais “brasileiros”.

Impressão de qualidade

Estes chineses despertam a curiosidade por onde passam (e param). Marcas de dedos nos vidros denunciam o interesse de conhecer os modelos por dentro. Os mais extrovertidos se aproximavam, perguntavam o preço e queriam conferir a cabine. Ao primeiro toque no painel foi normal escutar: “Tem muito plástico, né?”. Sim, é verdade. O material domina a cabine desses chineses. Mas é diferente em um compacto nacional? A questão é: como é esse plástico? Como é a montagem das peças? Existem muitos barulhos? O carro transmite sensação de robustez?

O Chery Face apresenta um interior interessante. A escolha das cores é harmoniosa. Só que a qualidade dos encaixes é ruim. O plástico é rígido e não agrada ao tato. Parece o material usado em eletrodomésticos. A forração e a espuma dos bancos têm aparência frágil.

Em virtude do visual da carroceria, poderia se esperar que o interior do Lifan 320 também fosse ousado. No entanto, o “sósia” chinês do MINI não incorporou a cabine bem desenhada e extravagante do inglês. Além disso, o plástico usado no painel, no volante e na manopla de câmbio é duro e áspero, apesar de até ficarem bem nas fotos. Como se não bastasse, os encaixes das peças também deixam a desejar. Por fim, qualquer impressão de qualidade acabou comprometida quando o Lifan nos deixou a pé.

Na volta de nossa sessão de fotos em Itu, interior de São Paulo, viemos pela SP-312. Logo após passarmos por Cabreúva, o Lifan 320 “apagou” sem motivo aparente. Pior: o pisca-alerta também não funcionava. Foi preciso rebocar o carro até a vizinha Pirapora do Bom Jesus. A vistoria feita pela Lifan detectou o rompimento de um cabo que alimenta a bomba de combustível. Mal sinal.

O J3 exibe o melhor acabamento. Os encaixes são satisfatórios e a textura emborrachada no painel faz bem aos olhos e às mãos. Os apliques com efeito cromado nas saídas de ar conferem requinte sem exageros. A sensação de qualidade também é maior porque o JAC é o único da turma que pode ter bancos de couro. Um acessório de R$ 1.300. O ponto negativo é o volante, feito de plástico menos nobre e que apresenta rebarbas aparentes.

Veredicto




1º JAC J3

De todos os carros chineses que já testamos, o J3 é o mais agradável. Os seus ajustes para o gosto do motorista brasileiro parecem acertados e o acabamento também não fica devendo. O seu motor 1.3 16V está à frente dos propulsores usados por Chery e Lifan. Apesar de algumas falhas e do preço mais alto, o J3 superou seus conterrâneos neste comparativo. Mas não pense que o J3 só tem qualidades. O JAC não supera alguns concorrentes nacionais no prazer ao dirigir e no desempenho. No entanto, na soma de vários fatores, este deve ser o primeiro carro vindo da China a ser observado com atenção pela indústria nacional.






2º Chery Face



No papel, tudo parecia sair dentro dos planos para o Face neste comparativo. Lista de equipamentos similar ao J3, motor também 1.3, mas com preço cerca de R$ 5.000 menor que o do JAC. No entanto, o Chery falhou no primordial: qualidade. O material usado no interior do carrinho tem aparência espartana. Encaixes frouxos e vãos irregulares denunciam o motivo pelo qual este compacto sai mais em conta. O espaço menor também jogou contra o Face, assim como o seu comportamento, a direção “anestesiada” e o desempenho apenas satisfatório. Fica a sensação de que o modelo precisa passar por uma boa adaptação para cativar de vez o consumidor brasileiro.






3º Lifan 320


O modelo vinha bem em nossa avaliação, podia até ter levado a segunda colocação. No entanto, a luz do airbag acendendo no segundo dia pareceu ser um indício do que estava por vir. A falha mecânica, aliada ao interior de baixa qualidade, decretou a medalha de bronze do 320. Atualizações no projeto do carro e uma maior rede de concessionárias ajudariam o Lifan.







Carlos Cereijo - fotos: Pedro Bicudo

Tuesday, May 31, 2011

Chery QQ mudará na China


Nessa foto, a grade está encoberta

Enquanto o Chery QQ estreia no Brasil como novidade entre os populares, na China o subcompacto sopra oito velinhas. Por lá, o QQ terá um face-lift, incluindo uma versão ao melhor estilo "Adventure", com plásticos escuros e rodas esportivas.

O Chery QQ3 (nome do modelo na China) será renovado em 2012, e também vendido no Brasil. O novo design distancia as acusações de plágio que a Chery recebeu, por lançar o modelo quase igual ao Daewoo/Chevrolet Matiz, atualmente fora de linha, com o lançamento do novo Spark.

O QQ terá modificações para agregar segurança, e deverá manter seu bom preço básico.


Sunday, May 22, 2011

AVALIAÇÃO COMPLETA DO "FOFINHO" CHERY QQ

Os fabricantes de automóveis chineses aparentemente cansaram de mordiscar pelas beiradas o mercado brasileiro. Depois de ensaiar seu desembarque no país no segmento de utilitários – com marcas como Effa Hafei, Chana e CN Auto –, agora atacam o coração das vendas nacionais de automóveis: os hatches compactos. A Chery desembarcou no ano passado o Face – média de 380 unidades mensais – e a JAC Motors trouxe em março desse ano o J3 – 1.316 unidades em abril, o primeiro mês completo de vendas. Agora a Chery resolveu ir mais fundo e traz para o Brasil o QQ. Que já desembarca exibindo seu “cartão de visitas”: é o automóvel de preço mais baixo comercializado no país. Custa R$ 22.900, oferecido apenas em uma versão, bem equipada e sem opcionais. E as metas da Chery são ambiciosas: espera obter uma média mensal de 1.500 QQ vendidos, entre maio e dezembro.

A marca chinesa prevê que o QQ seja responsável por quase metade dos 25 mil automóveis que a empresa planeja desembarcar por aqui em 2011 – um crescimento anual superior a 220%, levando-se em conta as 7.800 unidades comercializadas em 2010. Para 2013, a ideia é produzir os modelos A3 e S18 na fábrica brasileira que a empresa pretende construir na cidade paulista de Jacareí, com investimento de US$ 400 milhões. Ou seja, a Chery quer deixar claro que é uma empresa acostumada a produzir automóveis de baixo custo em larga escala – e não viria ao Brasil apenas para disputar nichos de mercado.

O QQ desembarca com um inegável “background” – é o automóvel mais vendido da Chery e frequenta o ranking dos 20 mais vendidos do cobiçado mercado chinês. A estratégia foi trazer uma versão única e com muitos equipamentos de série – duplo airbag, ABS com EBD, rádio CD-player com MP3 e entrada USB, ar-condicionado, portas e espelhos elétricos –, exatamente para contrastar com a extrema avareza de equipamentos de fábrica dos modelos produzidos no Brasil na faixa mais próxima de preços. No caso, o Fiat Mille, que começa em R$ 23.850, o Ford Ka, que inicia em R$ 25.240, o Renault Clio, que é vendido por R$ 25.890, o Chevrolet Celta, que parte dos R$ 27 mil, e o Gol G4, com preço inicial de R$ 27.530. Todos esses valores são de versões de duas portas, em modelos desprovidos dos equipamentos que vêm de série no QQ, só disponível com quatro portas.

Já em termos de motorização, o QQ se diferencia dos concorrentes de preço similar por ter um motor 1.1 movido apenas a gasolina – os outros são 1.0 flex. Mas a potência de 68 cv em 6 mil rpm e o torque de 9,1 kgmf entre 3.500 e 4 mil giros o devolvem ao grupo. Só supera em potência o Mille, que tem 65 cv e os mesmos 9,1 kgmf. O Gol G4 tem os mesmos 68 cv e 9,4 kgmf, o Ka tem 69,3 cv e 9 kgmf, o Clio tem 76 cv e 10 kgmf e o Celta tem 77 cv e 9,5 kgmf – dados obtidos apenas com gasolina no tanque Com etanol, as potências se elevam em cerca de um cavalo.

No aspecto estético, o QQ até que se posiciona um pouco melhor. Os veteraníssimos Mille, Gol G4 e Clio e os recentemente retocados Ka e Celta são modelos de aspecto mais conservador que o “fofinho” QQ. Isso apesar do design do carro chinês ser originário do Italdesign Lucciola, conceito desenvolvido em 1993 pela empresa de designers italiana para o Fiat Cinquecento.

A história de como o projeto italiano foi parar nas mãos da Chery é polêmica. O conceito Lucciola não foi aproveitado pela Fiat, mas deu origem ao Daewoo Matiz, em 1998. Quando a marca sul-coreana foi adquirida pela General Motors, em 2001, a empresa norte-americana resolveu desenvolver sobre a mesma plataforma o Spark, que só chegou ao mercado em 2005. Mas a Chery já havia lançado em 2003 um modelo idêntico – o QQ. A marca chinesa alegou que havia adquirido os direitos sobre o design do Matiz antes da incorporação da Daewoo pela GM. O caso foi parar nos tribunais e nunca se chegou a um veredito. A atual geração do Spark não traz mais os faróis redondos herdados do Matiz, mas o QQ conserva basicamente a mesma aparência há oito anos.

Nem só de aparências e equipamentos se faz um compacto bom de vendas. Questões como qualidade construtiva, confiabilidade mecânica, comportamento dinâmico e atendimento pós-vendas ainda levarão algum tempo de mercado para serem respondidas pela Chery e pelo QQ – como acontece com qualquer novato. E é dessas respostas que vai depender o sucesso dos ousados planos da marca chinesa no Brasil.


Ponto a ponto

Desempenho – Embora os números de 68 cv de potência e 9,1 kgfm de torque não insinuem nenhuma exuberância, por ser um carro de apenas 890 kg, o QQ retoma velocidade com presteza similar aos 1.0 nacionais. Até sobe ladeiras íngremes com quatro pessoas a bordo sem muito embaraço – apesar do barulho excessivo. Só não é um carro para quem gosta de correr, já que a velocidade máxima, segundo a Chery, é 130 km/h. Ou seja, trata-se um veículo para uso urbano. Nota 6.

Estabilidade – A suspensão é mole demais em relação aos compactos nacionais e o carro torce de forma alarmante nas curvas – nem precisam ser em alta velocidade. Mesmo em retas, acima dos 90 km/h, o QQ já transmite sensação de instabilidade. Quando ultrapassado por veículos maiores – como ônibus –, a oscilação causada pelo golpe de ar é perceptível. A marca fala em velocidade máxima de 130 km/h, mas o comportamento dinâmico não aconselha que o motorista ultrapasse os 100 km/h. Além disso, os pneus aro 13 parecem inadaptados ao tamanho dos buracos brasileiros. Nota 4.

Interatividade – O interior é bem despojado e o posicionamento dos comandos é razoável. A presença do rádio CD-player com MP3 e entrada USB e dos controles do ar-condicionado dão um aspecto mais tecnológico ao painel. O curso extremamente curto do pedal da embreagem torna seu acionamento um tanto sutil demais – é comum que o motorista deixe o carro “morrer” algumas vezes até se acostumar a mover o pé esquerdo de forma tão discreta. O engate das marchas não é muito preciso nem “receptivo” – as marchas precisam ser engatadas até o fim para realmente entrarem. No painel, informações de consumo só aparecem no modo instantâneo – uma média do último trecho seria bem mais útil – e, mesmo assim, em litros por 100 km e não no habitual km/l. Nota 6.

Consumo – A Chery do Brasil fala em 13,5 km/l na cidade e 17,5 km/l na estrada – ou 16,2 km/l, em circuito combinado com 2/3 de trajeto urbano e 1/3 de trajeto rodoviário. Com se trata de um modelo como motor 1.1 de 68 cv movido apenas a gasolina – a marca promete ter um motor flex em 2012 – e com peso de 890 kg, dá para acreditar. Se tal média de consumo se confirmar na prática, será um dos pontos altos do QQ. Nota 9.

Conforto – A Chery afirma que o QQ transporta cinco pessoas de forma confortável – mas não vale a pena experimentar, sob pena de entorpecimento generalizado nos ocupantes do banco traseiro. Com quatro a bordo, o espaço é coerente com o segmento de compactos. O que compromete o conforto da viagem é a suspensão “gelatinosa”, que causa uma sensação desagradável de instabilidade a bordo, principalmente se o motorista insistir em andar rápido. Os pneus aro 13 também não colaboram com o conforto, assim como os bancos finíssimos e de aspecto frágil. Nota 5.

Tecnologia – A arquitetura do QQ é derivada do Daewoo Matiz, lançado há 13 anos. O próprio QQ já existe há 8 anos. Pelo menos a Chery do Brasil adotou como estratégia trazer o carro apenas em uma versão com muitos equipamentos, para levar vantagem na comparação com os compactos nacionais de preço aproximado – que chegam ao consumidor “peladíssimos”. A presença de itens de segurança de série, como duplo airbag e ABS, dá algum “appeal” tecnológico ao compacto chinês. Nota 7.

Habitabilidade – O isolamento acústico aparentemente foi posto em segundo plano no QQ. Provavelmente é um dos carros mais barulhentos vendidos no país. A ponto de, depois que se liga o carro e começa a rodar, se tornar necessário aumentar bastante o som do rádio – caso contrário, não se escuta quase nada. Pessoas que gostem de conversar enquanto dirigem também irão ter dificuldade em escutar o que os outros falam. Já os acessos ao QQ são corretos. O porta-malas leva apenas 190 litros. Nota 6.

Acabamento – Rebarbas, soldas de aspecto improvisado e parafusos aparentes surgem em profusão. Há peças no painel – como a tampa da entrada USB do rádio – de uma fragilidade tal que lembram os brinquedos compatriotas do QQ. A tampa do porta-luvas dá a impressão de que vai ficar na mão de quem a utilizar em pouco tempo – parece mal encaixada. Sem contar no evidente desalinhamento de diversas peças. A tampa do capô, por exemplo, de um lado fica ligeiramente acima do paralamas dianteiro e do outro um pouco abaixo. Como a falha foi observada em quatro unidades disponíveis no teste de apresentação, não dá para crer que se trate de uma “falha de unidade”. Assimetrias nos vãos podem ser observadas facilmente em diversas junções em peças internas e externas do QQ. O conceito de controle de qualidade na montagem aparentemente ainda precisa ser desenvolvido na linha do compacto da Chery.Nota 4.

Design – Apesar de não esconder seus 13 anos de idade, o design do QQ – herdado do Daewoo Matiz, de 1998 – ainda aparenta algum frescor em relação aos decanos concorrentes Gol G4, Clio e Mille. Mesmo os nem tão antigos Ka e o Celta têm estilo mais conservador. O QQ, com seus simpáticos faróis redondos, ostenta um ar de novidade, se difere bem dos concorrentes brasileiros e pode “comover” muita gente. Nota 7.

Custo/Benefício – O QQ é oferecido por R$ 22.900 e é o automóvel com preço mais baixo oferecido do mercado. Está longe de ser barato, principalmente quando se observa os preços dos automóveis no exterior, mas é um diferencial importante num país de automóveis caríssimos como o Brasil. Efetivamente traz de série diversos itens de conforto e segurança ausentes nos concorrentes. Mas a estabilidade deficiente – causada pela suspensão extremamente mole e pelos pneus aro 13 –, o acabamento que esbanja falhas e a ineficiência do isolamento acústico tornam questionáveis os reais benefícios de tantos equipamentos. Um conjunto suspensivo mais adaptado às características do mercado nacional, acompanhado de um acabamento menos tosco e de um mínimo de isolamento acústico como “itens de série” talvez fossem mais bem-vindos do que boa parte dos equipamentos oferecidos. Mas é fato que itens como ABS e airbags realmente contribuem com a segurança de qualquer carro. Sem tais “aditivos” de segurança e marketing, as chances do QQ no Brasil seriam bem menores.Nota 7.

Total – O Chery QQ somou 61 pontos em 100 possíveis.



Primeiras impressões

Questão de valor

O teste de apresentação – realizado em apenas 20 km de trajeto urbano na cidade do Rio de Janeiro – deixou claro que o QQ merecia ter sido melhor adaptado às características exigidas pelo consumidor brasileiro antes de ser lançado por aqui. A suspensão é evidentemente calibrada para o gosto do consumidor chinês, que normalmente aprecia conjuntos suspensivos bem macios. Já o brasileiro valoriza modelos de comportamento mais esportivo, algo que não se combina bem com um conjunto suspensivo tão pouco rígido.

O motor de 68 cv e 9,1 kgmf, apesar do torque máximo só estar disponível entre 3.500 e 4 mil giros e da potência máxima surgir apenas aos 6 mil, dá conta de mover com agilidade os “magros” 890 quilos em ordem de marcha do QQ. O carro sai da inércia com facilidade, apesar do câmbio pouco preciso, ganha velocidade de forma razoável e até sobe ladeiras íngremes com desembaraço. O problema é a sensação de instabilidade que a suspensão amolecida transmite ao modelo, já a partir dos 80 km/h. Nas curvas, mesmo em velocidades baixas, o QQ sacoleja bastante – o que resulta em desconforto para motorista e passageiros. As rodinhas aro 13 também não ajudam a atenuar o problema. Além de serem pouco adequadas aos eventuais buracos na pista, lamentavelmente tão comuns nas cidades brasileiras.

Outro fator que chama a atenção é o fraco isolamento acústico. O ruído excessivo, em conjunto com os sacolejos causados pela suspensão, transmite a quem está no carro uma pouco reconfortante sensação de fragilidade. Quando exigido de forma ligeiramente mais esportiva, o QQ faz barulho e sacoleja de um jeito que desestimula que o motorista continue a acelerar. Em níveis mais “pacatos” de exigência, é óbvio que tais inconvenientes se tornam menos perceptíveis.

Os sinais exteriores de baixa qualidade construtiva também não deixam boa impressão. Não é difícil encontrar folgas de variados tamanhos entre diversas peças, por dentro e por fora do carro, além de eventuais soldas de tosco acabamento na entrada do porta-malas e parafusos aparentes. Alguns materiais e revestimentos utilizados parecem frágeis demais para o que se costuma esperar de um automóvel, mesmo no mercado brasileiro. E a aparente falta de precisão na montagem, em conjunto com a suspensão molenga e o barulho excessivo, reforça a percepção de fragilidade transmitida pelo QQ.

Para rebater as críticas, a Chery optou por trazer ao Brasil um QQ com muitos equipamentos não disponíveis nos modelos nacionais da faixa de preços próxima ao modelo chinês, como duplo airbag, ar-condicionado, rádio/CD player MP3 com entrada USB e freios ABS, entre outros. A equação que irá se formar na cabeça de muitos consumidores é saber se tais equipamentos, os três anos de garantia, o preço mais baixo que os concorrentes e o design simpático do QQ compensam as inadequações aos padrões dinâmicos, acústicos e construtivos do segmento de carros compactos de entrada no Brasil. Padrões que nesse segmento, por sinal, são os mais baixos da indústria automotiva nacional. As vendas nos próximos meses indicarão o resultado encontrado pelo mercado brasileiro.


por Luiz Humberto Monteiro Pereira
Auto Press

Saturday, May 14, 2011

CHERY BEAT DESEMBARCA NO CHILE POR R$ 21.000

A Chery apresentou mais um modelo para os chilenos, o seu crossover compacto Beat, sendo o primeiro da linha S18 a chegar no país (este é o S18D).
Por R$ 21.000, o modelo vem com trio elétrico, ar condicionado, direção hidráulica, faróis de neblina, rodas de liga leve aro 15, airbag duplo, freios à disco nas rodas traseiras e ABS com EBD. Além disso, o modelo BEAT tem diferencial painel central analógico-digital e suspensão traseira exclusivos na linha S18.
A sua mecânica é composta por um motor 1.3 16V de 85 cv, igual ao do Face, com câmbio manual. Segundo a Chery, este pequeno crossover será vendido no Brasil e fabricado na fábrica da marca em Jacareí, SP.

Saturday, May 7, 2011

Avaliação do Mês de Maio: Chery QQ

Fofinho, QQ é o carro mais barato do Brasil.
Faróis traseiros que nos lembram o do nosso primeiro Corsa, de 1994.
Painel bonito o do QQ, não?
Esse QQ é com certeza o menor carro do Brasil (quão que parece um Pokémon). O carro é completo, vem com ar-condicionado, direção hidráulica, travas, vidros e retrovisores elétricos, CD player, airbag e ABS. Ele custa R$ 22.900 e bate o Mille Econcomy, que custa pouco mais de R$ 23 mil. Mas a preocupação da Chery, é que o resultado obtido num crash-test encomendado pela revista russa Autoreview, no padrão do Euro N' Cap. O teste indicou que, numa situação real, o motorista de um QQ sofreria sérias lesões no tórax, pescoço e cabeça, além de ferimentos leves de média gravidade nas pernas e nos pés.O carro vai de 0-100 km/h em 14,3 segundos. Ele tem 3,55 metros de comprimento e apenas 890 kg.

ESPAÇO: ****
PREÇO: *****
VISUAL: ****
EQUIPAMENTOS: ****

TOTAL: 8.5

Thursday, April 28, 2011

Chery lança oficialmente QQ por R$ 22.900

O pequeno QQ (pronuncia-se quiu-quiu, ou kiu-kiu), da marca Chery, foi lançado oficialmente hoje e é o carro mais barato do Brasil, já que seu preço de R$ 22.900 é mais baixo que o do Mille em sua versão de entrada, a Economy, que sai por R$ 23.220. As concessionárias da montadora já estavam aceitando pedidos desde o começo do ano do modelo, que só agora chega às lojas.

De série, o QQ vem completo: ar-condicionado, direção hidráulica, trio elétrico, CD/MP3, airbag e ABS. Além disso, o chinês vem com quatro portas e rodas de 13 polegadas.

Debaixo o capô, o QQ tem propulsor Acteco 1.1 16V a gasolina, que gera 65 cv de potência e 9 mkgf de torque a 3.500 rpm. Segundo a Chery, o QQ acelera de 0 a 100 km/h em 14 segundos e atinge velocidade máxima de 125 km/h.

Saiba mais sobre a Chery no Brasil.

CHERY - VEJA ALGUNS DADOS E PLANOS PARA O FUTURO

No lançamento oficial do Chery QQ no Brasil, a marca chinesa aproveitou para mostrar alguns dados e planos para seu futuro no país.

De acordo com o presidente da Chery do Brasil, a estratégia da marca, que já é a maior montadora independente (sem participação estatal) da China, é apostar no mercado brasileiro mesmo sem ganhar dinheiro pelos próximos dez anos. Outros mercados cruciais para a empresa são Rússia, Índia e África do Sul.

Hoje, a Chery tem 74 concessionárias espalhadas pelo território nacional, mas até o fim do ano serão 100 revendedores. Em 2011, a chinesa pretende vender 25.000 carros. Em 2010 foram vendidos 7.800 carros, e só no primeiro trimestre foram comercializados 3.100 veículos. No total, a marca tem 15.000 carros rodando em nossas terras, entre eles Tiggo, Cielo e Face. Como já foi anunciado, a Chery terá uma fábrica em Jacareí, em 2013.

Novos motores bicombustíveis estão em fase final de desenvolvimento, sendo um 1.3 e outro 1.5, até 2012. A marca anunciou também novo câmbio automático para o Tiggo e Cielo, ainda este ano.

CHERY QQ É LANÇADO OFICIALMENTE NO BRASIL POR R$ 22.990

Finalmente o popular mais barato do Brasil já pode estar na garagem das casas brasileiras. O Chery QQ teve hoje, dia 28, seu lançamento oficial a bordo do navio Pink Fleet, no Rio de Janeiro.
Por R$ 22.990, a Chery pretende direcionar as vendas do QQ à classe C, com a ideia de vender um modelo completo pelo preço de um básico, algo até então impossível para um carro 0Km.
Pretendendo vender 12.000 unidades do QQ ainda este ano, o modelo vem de série com ar-condicionado, direção hidráulica, vidros, travas e retrovisores elétricos, limpador e desembaçador traseiro, abertura interna do porta-malas e do bocal de abastecimento, CD player, airbag e freios ABS. Coisas que nem sonhando um Mille tem.

Veja abaixo os preços fixos de revisões do QQ:

2.500 km – R$ 99
10.000 km – R$ 149
20.000 km – R$ 199
30.000 km – R$ 199
40.000 km – R$ 149

Tuesday, April 12, 2011

CHERY QQ JÁ DESEMBARCA NO BRASIL

O pequeno Chery QQ já está em terras brasileiras, pronto para estrear no próximo dia 28. O modelo será o popular mais barato e mais completo do país, com garantia de três anos, assistência 24 horas e 73 pontos de venda com oficina. Equipado com motor 1.1 de 68 cv, apenas a gasolina, o pequeno custará R$ 22.900.

Recheado, o QQ vem com ar-condicionado, direção hidráulica, vidros, travas e retrovisores elétricos, limpador e desembaçador traseiro, abertura interna do porta-malas e do bocal de abastecimento, sensor de ré, CD player, airbag e freios ABS. Mas as rodas são de aço com calotas, como se pode notar na foto acima.

Thursday, April 7, 2011

CHERY QQ: LANÇAMENTO OFICIAL DIA 28

O novo popular mais barato do Brasil terá seu lançamento oficial realizado no próximo dia 28, com garantia de três anos e assistência 24 horas. Equipado com motor 1.1 de 68 cv, apenas a gasolina, o pequeno custará R$ 22.900.

Recheado, o QQ vem com ar-condicionado, direção hidráulica, vidros, travas e retrovisores elétricos, limpador e desembaçador traseiro, abertura interna do porta-malas e do bocal de abastecimento, sensor de ré, CD player, airbag e freios ABS. Mas as rodas são de aço.
 

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